terça-feira, 15 de abril de 2008

Acordo Ortográfico sobre a Língua Portuguesa

Este tópico diz-me muito porque chocou-me a tentativa já feita nos anos 1990 de harmonizar a lingua portuguesa em todos os países de expressão lusófona. Na altura estava no secundário e aquilo bateu forte mas passou depressa. Hoje, que já sei mais uma ou duas coisas, posso debruçar-me sobre o assunto com mais profundidade. Espero não dar erros ortográficos...

Ao que parece o nosso governo está a preparar um acordo com o Brasil que será aplicado obrigatoriamente aos restantes Palop's. Este acordo pretende fundamentalmente alterar o português de Portugal para facilidade dos restantes países lusófonos.

Sem grandes delongas passo a dizer o seguinte:

- deixem cada país lusófono desenvolver livremente o português de acordo com a respectiva cultura, usos, costumes e evolução lógica natural;

- eu não quero alterar o português que se fala no Brasil e não admito que queiram alterar o português que falo e escrevo em Portugal;

- não se pode colmatar um ensino do português deficitário com uma imposição legal de alteração da ortografia que todos deveremos passar a adoptar (ups....esta vai ser alterada) porque isso seria como legalizar um crime que incomoda;

- tomemos por exemplo a experiência anglo-saxónica na qual os ingleses não têm qualquer pretensão de modificar a lingua falada e escrita em todos os países que falam o inglês, e vivem bem com isso...

- acho que a uniformização não é possível e sendo-o deverá acontecer naturalmente sem qualquer imposição governamental mas sim pelo usos e costumes de cada povo;

- palavras como "gajo" e "bué" foram absorvidas em primeiro lugar pelos costumes do povo e só depois foi absorvido pelo léxico português, o que na verdade é o que deverá acontecer sempre;

- a lingua portuguesa tem sobrevivido bem e co-existido com o português do Brasil, com o português de Angola, de Cabo-Verde, de Guiné ou de Timor

- penso que TODOS os países lusófonos têm problemas mais importantes para resolver e que deveriam despertar mais preocupações nos respectivos (...outra) governos

Espero que este acordo não vá em frente e que alguém de bom senso impeça a entrada em vigor deste atentado à identidade linguística de um país. Tendo em conta a intransigência deste governo penso que será implementado quer queiramos quer não, por isso vou aproveitar para escrever algumas palavras, porque pode ser a última oportunidade que tenho

facto
objecto
acto
sector
aspecto
estupefacto

factura
facção
e pelos vistos querem também eliminar os assentos e o Ç ???????????

sexta-feira, 21 de março de 2008

Massacre no Tibete

É uma indecência aquilo que a China está a fazer no Tibete desde a invasão. A aniquilação de uma cultura, de um código genético, de uma religião e dos costumes de um povo ancestral e pacífico.

Espantou-me como a China com o território que domina ainda precisou de conquistar um pequeno e frágil país inóspito no topo dos Himalaias perante a passividade da comunidade internacional que ao longo de décadas vaticinou esta chacina dos direitos humanos.

A invasão dos produtos chineses na Europa e EUA foi precedida da semi-conversão da China à economia glogal e capitalista e da adesão deste país à Organização Mundial do Comércio. Esta adesão foi apoiada e aprovada com os votos de quase todas as nações civilizadas de primeiro mundo europeias e americanas e com fortes aplausos da UE. Pergunto eu: não teria sido de bom tom ou, mais que não seja, ético exigir da China uma alteração constitucional que impedisse as execuções em massa, establecesse a liberdade de expressão e de confronto político e ainda a libertação do Tibete???? A mim parece-me lógico que sim.

Acontece que não são os direitos humanos ou o direito à autodeterminação dos povos que fazem girar o mundo mas sim o dinheiro. Os líderes políticos europeus e americanos, bem aconselhados pelos lobbies que os suportam, viram na adesão da China à OMC uma oportunidade de ouro para triplicar os lucros pois tal possibilitou-lhes deslocar para lá fábricas onde beneficiaram de mão de obra barata, a qual já não encontravam na Europa do Sul, de Leste, no México ou nos outros países que serviam de base às fábricas estrangeiras.

Foi por isso que assistimos, pelo menos em Portugal, à invasão das lojas chinesas e pior que isso de produtos fabricados na China por marcas europeias e americanas. É aliás por isso que é infrutífero tentar um boicote a produtos "made in China". Eles estão em toda a parte!

A maneira da China actuar é escandalosa e parece corresponder a um plano bem arquitectado para fazer submergir uma civilização. Começou pela invasão militar mas depressa a China passou a canalizar para o Tibete tudo aquilo que não permitia no seu próprio território: jogo, álcool e prostituição. Acabou por mostrar algo aos tibetanos que eles nunca tinham conhecido como o sexo por dinheiro, jogo e bebida. A corrupção das mentes e dos costumes desvirtuou toda uma cultura assente durante séculos na paz, harmonia com a natureza e fraternidade.

Por tudo isto sou um inquestionável defensor da causa tibetana e condeno com toda a força a repressão chinesa e a ocupação ilegal daquele país.

Porque já o fiz, aconselho todos a assinarem a petição online que pretende recolher 1 000 000 de assinaturas a enviar ao presidente da RP China para que respeite os direitos humanos na repressão das manifestações que estão a decorrer no Tibete e para que encete conversações com o Dalai Lama para a resolução da crise.


http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/

As fotos prometidas do concerto






Foi complicado mas consegui algumas boas fotos da banda....

E depois dos Cure....

Espero que tenham podido ir. Foi um espectáculo. A banda agora reduzida a 4 elementos ficou mais crua mais directa e melhor. Estou em dúvida se não terá sido o melhor concerto dos The Cure que já assisti.

Após 3 horas em pé as pernas e as costas doíam mas a música anestesiou tudo. Parabéns ao Robert, Simon, Porl e Jason e ao público de Lx que lhes demontrou o devido carinho e gratidão por músicas eternas.

Aqui vai um pequeno clip de uma das músicas tocadas: The Blood. Num outro post irei colocar algumas fotos que tirei in loco.


Comprem produtos 560 - por um Portugal melhor

Escrevo para divulgar um movimento que acho bastante interessante e que procura fazer frente à globalização e às quotas da UE. Trata-se do movimento 560 que visa motivar os consumidores portugueses a comprarem produtos feitos ou embalados em Portugal. As vantagens são inequívocas quer ao nível do emprego, das receitas fiscais e da estabilidade do mercado interno.

O raciocínio é simples: entre dois pacotes de leite com chocolate de marcas distintas eu escolho o que tem 560 como primeiros dígitos do código de barras.

Mesmo não podendo controlar a oferta de produtos nacionais e a própria existência dos mesmos nos super e hipermercados, cabe sempre ao consumidor decidir se gasta o seu € no produto A, no B ou no C. Eu gasto o meu no 560 e vocês de vem fazer o mesmo. Para um país melhor.

Já inseri o link do movimento 560 na secção. Visitem para mais informações detalhadas.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

The Cure em Lisboa 8-3-2008

Os The Cure vêm finalmente tocar a Lisboa após vários anos de ausência e de actuações fugazes em festivais (ainda assim de grande qualidade) mas é desta que vêm tocar para o seu público.

Vai ser um concerto de reavivar memórias de relembrar as melhores canções do mundo e uma banda de luxo agora reduzida a 4 elementos que darão concerteza provas de maturidade, experiência e qualidade.

Quanto a mim vou ter a possibilidade de ver a minha banda preferida ao vivo ao lado da minha companhia favorita.

Aconselho e recomendo. Não percam!


8 de Março 2008 pavilhão atlântico.

sábado, 26 de janeiro de 2008

M'Artes _A reciclagem da arte

O artesanato urbano interessa-me porque é um fenómeno recente que entusiasma pessoas da cidade a dar expressão à sua veia artística nos tempos-livres fazendo coisas novas úteis ou decorativas que refrescam o ar e a estética. Um claro exemplo disso é o blogue M'Artes, em que se expôem peças originais, contemporâneas e que exprimem o talento e criatividade da artista.


A par das criações feitas a partir de materiais novos interessei-me pela reciclagem de utilidades já não úteis, passo a redundância, ou seja, a manifestação do espírito em objectos que, à partida já não teriam uso, como caixas de madeira, papel, e recurso a técnicas "verdes" como o papel machê.


Chamo especial atenção para secções como as máscaras, os quadros e os vasos os quais revelam a multi façatez da artista e a polivalência na utilização de várias técnicas e materiais diferentes.














É sempre uma hipótese a considerar para uma lembrança ou um presente original, único e totalmente feito à mão.



Uma vez mais o link: http:\\r-artes.blogspot.com

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Livros!

Livros...hum...podia dizer: "eu gosto muito de ler" mas não vou por aí.

Infelizmente não dedico tanto tempo a esta actividade como deveria, mas posso sempre escrever sobre aqueles (poucos) livros que já li.


Os templários na formação de Portugal - Paulo Alexandre Loução, Edição Ésquilo

Motivado pela curiosidade sobre a formação do nosso país e aquilo que esteve por detrás das primeiras dinastias e da própria delimitação das fronteiras do país, interessei-me bastante pelas obras deste autor. Neste e em outros livros o autor procurou dar a conhecer alguns factos escondidos ou esquecidos da formação da nacionalidade que não se aprendem nas aulas de história. O mais importante que aprendi foi que este Portugal que hoje conhecemos não foi uma coincidência de lutas entre tribos de batalhas com castelhanos e mouros, foi sim um projecto delineado muito cedo e executado ao longo de várias dinastias que culminou nas Descobertas. Ao lado da coroa esteve sempre uma ordem de monges-guerreiros (ordem do Templo ou dos Templários) que, através de conselhos ou de ajuda prática, acompanhou a formação de Portugal como reino e estado independente.

Outro aspecto que me fascinou nesta obra foi a procura pelo esotérico e espiritual naquele projecto e a influência que aquilo que não se vê pode ter tido na formação de Portugal.

Depois de ler fiquei a gostar mais do meu país e a dar mais valor a alguns dos nossos reis, cuja impressão não era muito boa por causa do D. Duarte...